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A jurimetria como meio de gestão

A jurimetria como meio de gestão

Atualmente, nunca se fez tão necessária a adoção de medidas futuras para a manutenção saudável de uma empresa e de seu negócio. No Brasil, o planejamento financeiro empresarial nunca foi tão importante quanto nos dois últimos anos. Com a crise atingindo diversos ramos da nossa economia, despender dinheiro com algo inesperado pode ser prejudicial à saúde financeira de uma empresa. Com relação a essa previsibilidade, o Direito tem evoluído.

Comumente, vimos a utilização de estatística em diversos ramos profissionais. A estatística auxilia na identificação e na previsão dos problemas. A partir dela, dados são resumidos e interpretados para identificar fenômenos da realidade, permitindo melhor planejamento e soluções mais efetivas. Assim, nasce a jurimetria.

Jurimetria pode ser definida como a aplicação dos métodos da Estatística e da Probabilidade ao estudo e elucidação dos fenômenos jurídicos. Comporta a aplicação da estatística sobre processos, decisões e jurisprudências praticadas pelos tribunais. A partir de levantamentos estatísticos, esta ferramenta permite a compreensão desse universo de processos e fatos jurídicos.

Apesar de pouco difundida no Brasil, a jurimetria pode tornar-se uma importante ferramenta de gestão para empresas. Através da aplicação deste método, é possível medir as probabilidades de êxito em cada processo judicial, baseando-se nos objetos e pedidos das ações, nas decisões dos tribunais, varas e, até mesmo, juízes que participam dos processos.

Como exemplo, a jurimetria pode ser aplicada pelas instituições financeiras com a finalidade de analisar qual a maior reclamação de seus clientes em ações judiciais, analisar qual o entendimento dos juízes e tribunais com relação a determinado assunto, se existe um advogado agressor (profissional que advoga em grande quantidade de ações similares).

Realizado este estudo, os bancos, no caso, terão a oportunidade de traçar novas estratégias para que obtenham êxito nas ações judiciais, ou até mesmo estabelecer novas diretrizes para a formalização de acordos visando a mitigação dos riscos e redução do passivo judicial ou ainda desenvolver campanhas para a orientação de julgadores sobre determinado produto ou serviço comercializado pelo banco e que seja de difícil compreensão, acarretando a prolação de decisões mais coerentes, ainda que não necessariamente favoráveis.

Sendo assim, é de extrema importância que as empresas, com o apoio de seus escritórios de advocacia e/ou departamentos jurídicos internos, realizem este trabalho estatístico. Com isso, aos olhos dos seus gestores, o jurídico deixará de ser visto como “despesa” e passará a ser visto como um departamento que pode diminuir gastos, melhorando a qualidade na prestação de serviços e, ainda agregando valor ao negócio.